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2.6.05

Dos jornais: Construção no Porto ignora peões


Especialistas internacionais discutem cenários e partilham experiências na Conferência Cidade Pedonal

«Imagine que sai da estação de São Bento, no Porto, com uma mala carregada pela mão. O destino é um hotel na rua de Ceuta, a menos de um quilómetro. A não ser que tenha alguma preparação física e disposição para um esforço maior, possivelmente vai optar por um taxi para fazer este pequeno percurso cheio de obstáculos para um peão com carga. E, feito o check-in, se decidir por um passeio já livre do peso não deverá querer descansar na recém-reformulada Praça de D. João I, sem uma sombra para refrescar.»

«Para andar numa cidade com conforto, não chega a definição de bons percursos, ou seja, um bom chão. De acordo com Dulce Almeida, é também necessário ter em conta o bem-estar do peão considerando factores climáticos. As "ilhas de calor" nas cidades têm vindo a agravar-se. No Porto, as intervenções que, sobretudo durante o Porto 2001, substituíram a calçada portuguesa por chão de granito, bem como a remoção e substituição de árvores de grande porte por exemplares que serão de dimensões consideravelmente menores, não ajudam. Para que sirva de exemplo, de acordo com a especialista, se a temperatura ambiente for de 25 graus, um chão de pedra calcária clara vai apresentar sensivelmente a mesma temperatura de superfície, enquanto um chão de basalto ou escuro pode absorver o calor de tal forma que ascenderá a 70 graus. Perante propostas como a futura intervenção nos Aliados, por exemplo, a vice-presidente da Arppa considera que a única explicação possível é a "ignorância".»

Excertos da reportagem de Andrea Cunha Freitas no Público Local Porto de 2/VI/2005





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