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14.2.07



Iniciado em Abril de 2005 este blogue cumpriu o melhor que pôde as suas funções e acaba agora aqui!

A todos os que nos visitaram e mostraram o seu interesse, os nossos sinceros agradecimentos.
Continuem a acompanhar e a participar nas actividades da
Campo Aberto!
Visitem o site da
Associação - Inscrevam-se no fórum - Porto e Noroeste em Debate.

3.2.07

Conversas na sede

A Campo Aberto convida-o para uma Conversa na Sede sobre o

Programa Antídoto
com Ricardo Brandão
(Licenciado em Medicina Veterinária , Coordenador do Programa Antídoto– Portugal desde 2003, Presidente da Direcção da Associação ALDEIA desde 2004, Vice-Presidente da Direcção da Associação Palombar desde 2005)
(Ler mais )


Sábado dia 10 de Fevereiro-15h30
(na Sede da Campo Aberto, à rua de Santa Catarina, 730 - 2º andar)

Ler "Uso Ilegal de Venenos… UMA AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA E À BIODIVERSIDADE" no site da Quercus.

Etiquetas:


14.1.07

STCP: uma rede nova mas demasiado esburacada...

(Publicado no Público, local Porto, de 14 de Janeiro de 2007)

Escrevi há tempos à STCP e ao seu provedor do cliente congratulando-me com o serviço SMS bus, que uso regularmente e me permite, pese embora o preço, evitar longas esperas nas paragens. Saudei ainda a empresa pelo serviço de itinerários que disponibiliza na internet, aproveitando para sugerir um conjunto de melhorias que, infelizmente, nunca chegaram a ser concretizadas.

A cidade do Porto, em particular, tem historicamente motivos para se orgulhar do seu sistema de transportes, apesar das muitas debilidades que lhe são conhecidas. Desde os carros americanos, cuja inauguração em Portugal coube à invicta, passando pelos saudosos eléctricos e tróleis, até ao autocarro laranjinha (bem mais vivazes, acrescentaria eu, do que os pálidos azulões actuais...) e culminando, como não poderia deixar de ser, na rede de metro, a oferta de transportes foi evoluindo e expandindo-se territorialmente.

Pois foi este grande salto qualitativo ao nível do transporte público – o metro – que, ironicamente, veio ditar o aparecimento da nova rede da STCP. Embora a razão de ser desta mudança profunda tenha sido, em teoria, a necessidade de articular os autocarros com o metro (objectivo com o qual todos estaremos de acordo), na verdade ela serviu para muito mais do que isso. Serviu, antes de mais, para baralhar todos os utentes com uma contra-intuitiva numeração de 3 dígitos. Muito mais grave do que isso, naturalmente, foi a degradação da qualidade de serviço que tem motivado tantos protestos.

Para melhor se entenderem as queixas das populações gostaria de enfatizar a importância do transporte público. É que embora o uso do automóvel esteja em crescendo e domine já as deslocações, é assinalável o número de pessoas que ainda depende ou usa aquele meio. Só em 2005 a STCP transportou 209 milhões de passageiros (a TAP, por exemplo, transportou “apenas” 6,4 milhões). O transporte público significa, diariamente e para milhares de cidadãos, a diferença entre aceitar ou não um emprego, entre colocar ou não os filhos numa escola, entre poder ou não deslocar-se ao centro de saúde para fazer um tratamento. O sistema de mobilidade é visto normalmente no seu conjunto e caracterizado por estatísticas e indicadores, mas a dimensão individual não pode ser ignorada, sob pena de se desvirtuar o verdadeiro objecto desse sistema. Qualquer noção de justiça social, de desenvolvimento e de qualidade de vida na região do Porto perde o sentido sem um serviço público de transportes com qualidade.

Por este motivo, diria que qualquer mudança na rede deveria ser progressiva e adaptativa – e não brusca, como sucedeu. Acresce que os utentes foram praticamente ignorados em todo o processo: não se conhece a participação activa de qualquer comissão durante a fase de estudo; não houve lugar a uma discussão pública prévia, que é obrigatória em vários outros casos como a aprovação de planos de ordenamento ou nas avaliações de impacte ambiental; as mudanças foram anunciadas apenas durante a segunda quinzena de Dezembro. Mas há mais: no início do ano, as paragens conservavam os horários e os percursos antigos; ainda hoje, não existe um mapa representando o conjunto da nova rede, como fez notar o Arq. Correira Fernandes na sua crónica no JN (12-01-2007); no interior de muitos autocarros, os mapas e horários parcelares para distribuição são referentes a outras linhas (imaginem: no interior do 302 folhetos do 804, e assim por diante...). Convém lembrar ainda que só agora, depois de mais de 700 reclamações, é que a STCP decidiu permitir a troca das senhas antigas. Pergunto apenas: será objectivo da empresa afastar os seus clientes?

Quando se ouvem e lêem as críticas específicas à nova rede percebemos que elas são tudo menos maliciosas. Representam, pelo contrário, graves problemas de mobilidade sentidos por pessoas concretas e que antes não existiam ou não tinham a mesma dimensão. Estas reclamações são compreensíveis à luz do modelo em que a nova rede da STCP assenta: basicamente, uma mobilidade espartilhada por diversos percursos mais pequenos cujo intuito é minimizar a duplicação de linhas num mesmo local e não os tempos de viagem. Para além de viagens mais demoradas e mais penosas, devido ao aumento dos transbordos necessários, há comunidades que deixaram de ser servidas por transporte público, outras que perderam o serviço ao fim-de-semama e linhas que circulam com menor regularidade. No fundo, apesar da publicidade tanto propalada de uma rede “inspirada em si” (chega a ser comovente...), verifica-se que ela responde pior às necessidades das pessoas do que a anterior. Para que serve, então?

É preciso distinguir propaganda de informação. Se a nova rede é tão melhor para os utentes como a STCP reclama, fica aqui o desafio à administração para que demonstre, com exemplos concretos e de forma imparcial, os benefícios em termos de duração e de conforto que ela trouxe. Na verdade, a empresa tem passado implicitamente a mensagem de que a rede não foi tão bem desenhada assim, visto ter procedido a diversos ajustamentos em virtude dos protestos públicos.

Já a falta de pontualidade dos autocarros não pode ser imputada à STCP. Aqui a responsabilidade é dos municípios que, apesar de acharem natural que o metro circule em canal próprio, já aceitam de bom grado ver os autocarros parados em filas de trânsito. Muito recentemente, e apesar de ser compromisso eleitoral de Rui Rio desde 2001, a Câmara Municipal do Porto anunciou que está a pensar na criação de novos corredores bus. Senhores decisores: quanto tempo mais precisam para resolver uma necessidade tão evidente?

Uma leitura de todo este cenário como um ataque generalizado ao serviço público de transporte é exagerada, visto que o metro do porto é recente e proporcionou grandes benefícios aos cidadãos. Mas é preciso também entender que o metro resolve apenas uma pequena parte das necessidades de mobilidade, e que apostar num sistema de autocarros eficiente continua a ser tão premente como antes. Não é tarde para se corrigirem os erros e se começar a tratar os utentes com a dignidade que merecem. Também as políticas que têm apoiado directa ou indirectamente o uso do automóvel não são um carma, podem ser mudadas assim haja vontade. O essencial é acreditar que a cidade e a região serão mais solidárias, mais humanas, mais ecológicas e mais desenvolvidas com uma boa rede de transportes públicos onde a qualidade do serviço e interesse do utente sejam a prioridade e não um adereço.

Nuno Quental
Eng. do Ambiente e dirigente da associação Campo Aberto


30.11.06

Sessão de divulgação da campanha "50 espaços verdes" - Vila Nova de Gaia

A Campo Aberto tem o prazer de convidar todos os interessados para a segunda sessão de divulgação pública da campanha, a qual decorrerá no próximo dia 6 de Dezembro, pelas 21:15, no auditório da Assembleia Municipal de Gaia (Rua General Torres, 1141).

Esta sessão destina-se primeiramente aos munícipes e colectividades de Vila Nova de Gaia.

Em breve anunciaremos as datas de sessões de divulgação nos outros concelhos do Grande Porto.

Informe-nos caso possa colaborar na organização de outras sessões no seu município ou em locais mais específicos como freguesias ou bairros. Não se esqueça que precisamos da sua ajuda!

Agradecemos a divulgação através de listas electrónicas, emails, blogues, portais na internet, revistas e boletins ou, simplesmente, “passando a palavra”.


23.11.06

Quermesse de Natal / 25 de Novembro, sábado

A associação Campo Aberto irá realizar no dia 25 de Novembro na sua sede uma quermesse de Natal como forma de convívio, comemoração das festas e angariação de fundos.

Haverá diversos tipos de actividades culturais e de animação tais como: arte, música, cinema, debate a partir das 10h da manhã até às 20h (ver programação em baixo). Haverá também serviço de bar com pequeno almoço e lanche, incluindo café, leite, sumos, cereais, chá, sumos, iogurtes, bolos, bolachas. Estarão à venda além do nosso catálogo de livros, outros artigos que podem servir de prenda de natal.

As actividades são gratuitas, mas haverá uma contribuição facultativa de 3 euros para adultos e 2 euros para crianças menores que 10 anos (o que inclui uma bebida e uma fatia de bolo).

Contamos com a vossa participação!

Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas por Lúcia Fernandes através do e-mail luciaof@netvisao.pt ou telemóvel 93 866 76 25. A quem pretender levar crianças solicitamos o favor de realizar uma inscrição prévia para podermos organizar melhor as actividades destinadas aos mais novos.

Para colaborar nas vendas

Solicitamos a quem quiser colaborar para esta quermesse de Natal a doação de artigos como livros, cds, artesanato ou trabalhos artísticos e manuais (usados ou feitos por si - por que não?) e outros objectos em bom estado.

Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas por Lúcia Fernandes através do e-mail luciaof@netvisao.pt ou telemóvel 93 866 76 25.

PROGRAMA

10 h - início das actividades
Pequeno almoço
Actividades para crianças de colorir, palavras cruzadas, jogos (2 aos 10 anos)
Actuação musical natalícia (a confirmar)
Presença do pai natal (a confirmar)
Actividade sobre a "pegada ecológica"

12:30 h - 14:30 h - livre (pausa para almoço)

14:30 h
"Café com doce"
Actividades para crianças
Actuação musical natalícia (a confirmar)
Actividade sobre a "pegada ecológica"

15:30 h - Projecção de documentário sobre maravilhas do Brasil: Jalapão, Vale do Paraguaçu e Serra do Aracá.

17 h - Lanche

18 h - Apresentação: "Não são só amores-perfeitos: flores nos jardins do Porto" - Paulo Araújo, Maria Carvalho e Manuela Ramos (Equipa jardins da Campo Aberto).

19 h - Actuação musical (música pop)

20 h - Fim das actividades


12.11.06

Campanha espaços verdes- sessões de divulgação


No âmbito da campanha "50 espaços verdes em perigo – 50 espaços verdes a preservar" recentemente lançada pela Campo Aberto, estão a ser organizadas diversas sessões de divulgação públicas nos diversos municípios do Grande Porto.

A primeira decorreu ontem na Póvoa de Varzim (ler notícia no JN).

Estão previstas mais sessões nos seguintes municípios:


Nos jornais- "Preservar espaços verdes"

Sessão de divulgação na Póvoa de Varzim
No Jornal de Notícias por Ana Trocado Marques

«Espaços como o Parque Verde de S. Pedro de Rates ou a envolvente da Cividade de Terroso , nos últimos anos fustigada pelo fogo, poderão ser alguns dos locais da Póvoa de Varzim a incluir na lista dos 50 espaços verdes a preservar, que a associação "Campo Aberto" pretende identificar na Área Metropolitana do Porto.
O concelho poveiro foi, ontem, o primeiro a receber uma sessão pública de esclarecimento da campanha "50 espaços verdes em perigo – 50 espaços verdes a preservar" .

"A ideia é, até Março 2007, inventariar 50 espaços verdes, que as próprias pessoas nos devem fazer chegar, através de propostas, que depois serão analisadas por uma comissão de técnicos e alguns parceiros que vão fazer seleccionar os 50 principais", afirmou, no final da sessão, ao JN, Nuno Quental, da "Campo Aberto", satisfeito com a "abertura" demonstrada pela autarquia, que convidou a associação para uma reunião, no próximo dia 30, com forças de segurança, bombeiros, associações, escuteiros e juntas, que poderão ajudar a compor a lista.

"Interessa-nos, sobretudo, espaços mais desconhecidos, que estão em perigo ou que ainda não estão devidamente salvaguardados", explicou, apontando a título de exemplo, os cerca de 12 hectares de zona verde que a Universidade do Porto tem no Campo Alegre, "lamentavelmente" fechados ao público.

O Parque Verde de Rates ou a envolvente da Cividade de Terroso foram dois dos espaços que o vereador do Ambiente, Manuel Angélico apontou, "mais no sentido da divulgação e ajuda à preservação", do que propriamente pelo "perigo". O vereador admite que muitos espaços, sobretudo privados, possam vir a surgir na lista, na reunião do próximo dia 30, onde estarão escuteiros, técnicos da Câmara, juntas de freguesia, bombeiros e outras associações.

Uma vez concluída a lista, explicou Nuno Quental, a "Campo Aberto" organizará um debate para apresentar a lista aos municípios. Numa fase posterior, a ideia é contactar com câmaras e proprietários e tentar requalificar esses espaços. »

9.11.06

Divulgação

Plantas Aromáticas e Medicinais - Sua Utilização e Conservação
Seminário dia 24 de Novembro (sexta-feira), em Beja
Organização: Naturlink e Museu Botânico da Escola Superior Agrária de Beja


Jardim das Aromáticas - Serralves
«É objectivo da organização que o Seminário seja não só muito útil e interessante para técnicos, investigadores e estudantes, empresários, gestores, ambientalistas, e decisores, que trabalham ou venham a trabalhar nestes temas, como seja também um evento que chame a atenção de uma opinião pública particularmente receptiva para os trabalhos que estão a ser desenvolvidos nesta área e para a importância actual e potencial da utilização e conservação das plantas aromáticas e medicinais. (...)»
As inscrições deverão ser efectuadas até amanhã dia 10 de Novembro

6.11.06

Fabrica da Ikea em Pacos de Ferreira

Clique no link para ler o comunicado da plataforma associativa Convergir sobre a implantação da fábrica da IKEA em terrenos da Reserva Ecológica Nacional.

30.10.06

Concertos no Parque da Cidade

Reproduzimos aqui uma carta enviada ao Presidente da CMP manifestando a preocupação da Campo Abero com a realização de grandes concertos no Parque da Cidade. Assim que obtivermos resposta daremos notícia aqui no nosso blogue.

Nuno Quental


Exmo. Sr. Presidente da CMP
Dr. Rui Rio
Praça General Humberto Delgado
4049-001 Porto

Assunto: concertos no Parque da Cidade

Porto, 3 de Outubro de 2006

Exmo. Sr. Dr. Rui Rio

Os parques urbanos detêm funções que são variáveis no tempo e no espaço e também segundo os hábitos e práticas culturais da cidade onde se inserem, bem como do tecido social dos seus frequentadores. Muitas vezes parte dessas funções, porque intimistas e pessoais, escapam aos responsáveis pelo projecto, manutenção e gestão desses espaços verdes. Não sendo possível, obviamente, saber qual a razão que leva determinada pessoa a um parque em determinado momento, a sua gestão tem que ser feita da forma que melhor se adapte aos anseios e necessidades dos utentes sem, contudo, esquecer os principais objectivos das zonas verdes das cidades: recreação pública, máxima permeabilidade e infiltração das águas, circulação e purificação do ar, regulação da temperatura, absorção de ruídos e manutenção de alguma fauna no interior das cidades. As razões apontadas levam-nos a concluir facilmente que um parque urbano como o da cidade do Porto deve ser usado principalmente dum modo contemplativo e como local de descompressão do stresse diário e contacto com a natureza por parte das pessoas que o procuram, espírito que, aliás, presidiu à concepção deste parque por parte do projectista.

Na Europa central os parques, de dimensões bem maiores que as do nosso, são geridos como um espaço florestal semi-selvagem dentro das cidades e a opção é introduzir um número reduzido de equipamentos mantendo-os o mais parecidos possível com as florestas naturais. Assim é permitido aos cidadãos terem um contacto próximo com a natureza sem saírem da cidade e às crianças manterem uma ligação ao passado natural comum a todos nós.

Nos países do sul a opção é muitas vezes diferente coexistindo nos parques equipamentos de lazer e diversão tornando-os mais adequados ao sentir das populações dessas regiões. Existe, contudo, no nosso país e na nossa cidade uma tentação perigosa de confundir espaços verdes com terrenos vagos onde acabam por se instalar todos os equipamentos desportivos, de lazer e outros (estações do metro, por exemplo), não havendo respeito pelas funções nobres a que estes espaços devem ser consagrados.

Por estas razões recebemos com grande apreensão a notícia de um concerto recente para milhares de pessoas no relvado do Parque da Cidade. Os concertos no espaço deste parque podem causar um impacto muito nocivo na flora e sobretudo na fauna do local, além de entrar em conflito com o carácter contemplativo e de procura de sossego subjacente à utilização do parque. O nível de ruído deste tipo de concertos, sempre superior aos 40 dBA considerados como o limiar do conforto para o ouvido humano e podendo ultrapassar mesmo o limiar da dor (80 dBA), é só por si incompatível com outras utilizações do parque, incomoda os moradores da vizinhança e tem impactos graves na fauna capazes de num só dia comprometer todo um trabalho que conduziu à instalação e manutenção no parque dum apreciável conjunto de espécies da nossa fauna selvagem. O desassossego, o ruído excessivo e a destruição associados a estes concertos afastam do parque aves e mamíferos que, saindo dos seus limites, podem aí não retornar e, mais grave, podem ser mortos por atropelamento; além disso podem conduzir ao afastamento dos pais dos ninhos e tocas tendo como resultado a morte das crias por inanição, excesso de frio ou calor ou ataque de predadores.

Vimos por isso manifestar a nossa preocupação pela realização de iniciativas deste tipo dentro da área verde do Parque da Cidade do Porto e solicitar que as nossas críticas tenham da parte de Vossa Exa. a mais atenta consideração.

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da Campo Aberto


25.10.06

Nos Jornais

É já hoje o lançamento da campanha!
População do Porto vai eleger espaços verdes em risco
«Campanha visa pressionar poder político a preservar os espaços ameaçados
"50 espaços verdes em perigo - 50 espaços verdes a preservar". A associação ambientalista Campo Aberto quer pôr a população da Área Metropolitana do Porto (AMP) a discutir que espaços verdes podem ser preservados nos diferentes concelhos em que residem. Por isso, lança esta noite um concurso que visa eleger 50 espaços verdes que, encontrando-se em risco, mereçam ser preservados.
A campanha vai ser apresentada esta noite*, no Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências, no Campo Alegre, numa sessão com direito a duas palestras:
O Verde no Grande Porto: o que ainda merece ser salvo, por Paulo Santos, do Departamento de Zoologia e Antropologia da Faculdade de Ciências,
e A Importância das Estruturas Ecológicas em Meio Urbano, pela arquitecta paisagista Teresa Andresen. (...)»
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Mapa Google
Descarregar Panfleto (campoaberto-50espacosverdes.pdf) 862.84 KB
*Hoje pelas 21:15h -anfiteatro 2 do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências (antigo edifício da Faculdade de Psicologia da UP-situado nos jardins da Casa Burmester)
.

17.10.06

Campanha- 50 espaços verdes

.
LANÇAMENTO DA CAMPANHA
" 50 espaços verdes em perigo – 50 espaços verdes a preservar"
no próximo dia 25 de Outubro, quarta-feira, pelas 21:15h
anfiteatro 2 do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências
( antigo edifício da Faculdade de Psicologia da UP-situado nos jardins da Casa Burmester)

«Ajude-nos a encontrar e a proteger 50 principais espaços verdes da Área Metropolitana do Porto! Se conhece algum que esteja em perigo diga-nos!

Objectivos
A Área Metropolitana do Porto é um espaço densamente povoado e cada vez mais urbanizado. A região, outrora rica em quintas e campos agrícolas que formavam um mosaico diversificado de paisagens de grande beleza, tem vindo a perder esses espaços a um ritmo acelerado. A cultura do cimento tem sido, de longe, a mais forte. Os espaços verdes que ainda subsistem podem ser perdidos a curto prazo se não se tomarem medidas. É preciso agir, e depressa!
O desenvolvimento não precisa de ser depredador da paisagem. A cidade só é apreciada quando edifícios e áreas verdes se conjugam de forma harmoniosa. O crescimento da cidade não deve ser feito sacrificando os seus locais mais emblemáticos. São estes espaços que conferem às cidades um espírito próprio e que permitem aos seus habitantes identificarem-se com elas. »
(continuar a ler)


14.10.06

Naturocoop- Cooperativa de produtos biológicos

Desde Agosto, finalmente em novas e merecidas instalações à Praça da Corujeira
- Rua da Corujeira de Baixo, 480 Porto Portugal Telefone: +351 961 217 040


«A Naturocoop é uma cooperativa dedicada exclusivamente à fomentação da agricultura biológica e à comercialização de produtos biológicos que disponibiliza a todos os cooperantes mais de 1500 produtos de produtores seleccionados.
Pertencemos à Biocoop Francesa, a maior rede de cooperativas de produtos biológicos do mundo.
Temos diariamente:- pão fresco;- Fruta;- Legumes;- Cereais;- Produtos de higiene e limpeza;- … e muitos outros!»



Outro posto de venda da Naturcoop é no Núcleo Rural do Parque da Cidade -local que acolhe todos os sábados um pequeno mercado de produtos biológicos com a presença de vários produtores.

4.10.06

Associação dos Amigos do Rio Ovelha

Foto © Agrupamento de Escolas de Amarante
Clicar para ver slide show
«O rio Ovelha nasce em Aboadela, na encosta de Pena Suar na Serra do Marão, Amarante (próximo ao parque éolico). Desce a encosta no meio de uma paisagem deslumbrante indo fertilizar o vale que abaixo o espera com os seus campos verdejantes. O seu curso de água tem aproximadamente cerca de 32 Km percorridos entre Amarante e Marco de Canaveses. O seu leito recebe o seu liquido precioso de todas as linhas de águas, ribeiros e rios provenientes da sua Bacia Hidrográfica, na qual se destaca parte da Serra do Marão e parte significativa da Serra da Aboboreira. A sua foz localiza-se em Fornos, no Marco de Canaveses desaguando no rio Tâmega. É um veio precioso de água que dá vida à terra e aos homens. (...)»

Ler mais sobre os objectivos desta Associação e as suas actividades


27.9.06

A ler

Nos jornais- "Árvores da capital vão ter BI"

14.9.06

Apresentação de portais para cidades sustentáveis

O Grupo de Estudos Ambientais da Escola Superior da Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa convida-o/a para a apresentação pública dos seguintes portais:

Agenda 21 Local | Fórum de Urbanismo | Zero Resíduos

A sessão de apresentação decorrerá no Auditório da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no dia 22 de Setembro, pelas 14:30h. A sessão contará com as presenças do Director da Escola Superior de Biotecnologia, Prof. Doutor Xavier Malcata, da Coordenadora do Grupo de Estudos Ambientais, Doutora Margarida Silva e do Gestor do POS_C, Dr. Jaime Quesado.

Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa
Grupo de Estudos Ambientais
Rua Dr. António Bernardino de Almeida (ao Hospital de S. João)
4200-072 Porto
Tel.: 225580048 Fax: 225580048 / 225090351

13.8.06

CANÍCULA

Agora que o país parou a banhos, e o comum dos cidadãos curte a pele nos areais, exposto aos ultravioletas mas desinteressado de informação — não é altura para coisas sérias. Mas que fazer quando tudo arde? As matas, concerteza — haveria que dizer dos fogos periurbanos na Área Metropolitana do Porto, fenómeno estranho que ninguém consegue prevenir ou sequer explicar. Será só incompetência, descaso das autarquias, aversão ao ordenamento? Será tudo isso e qualquer coisa mais, talvez.
E falar de clima, de alterações climáticas. Difícil é fugir ao tema. Olhemos mais longe — a Europa Central com estios alentejanos semanas a fio, muitas mortes por efeito do calor. América do Norte com seca generalizada, Califórnia e toda a costa oeste dos EUA com temperaturas extremas — e mais centenas de mortos. A escassez de água manifesta-se um pouco por toda a parte.
Enquanto por cá se encerrou a agenda parlamentar com o culminar de longos e laboriosos esforços em torno da lei do protocolo de Estado (o país não podia ficar sem saber quem se senta e onde nas cerimónias oficiais) em França, por exemplo, o Verão político foi dominado pelas alterações climáticas. A canícula virou tema de campanha política. O circunspecto «Le Monde», em editorial, comentava há dias «o desafio ecológico» e Segolène Royal, uma possível candidata, do lado socialista, à eleição presidencial de 2007, escrevia um artigo intitulado «Canícula, as verdadeiras causas». Esse texto deu que falar. A pré-candidata acusou o governo de não ter uma política energética séria:«enfim, o governo autoriza as centrais nucleares a rejeitarem águas mais quentes nos rios de França, sem que algum estudo sério tenha sido feito sobre o impacte deste aquecimento na ecologia dos cursos de água e encerra o país num círculo vicioso: sobreconsumo de energia, alterações climáticas, recurso excessivo à climatização e...aumento do consumo de electricidade.» A maioria governamental respondeu com firmeza, enumerando as medidas já tomadas a favor da eficiência energética e das energias renováveis.
E em Portugal? Temos idêntico círculo vicioso, com a agravante de uma dependência ainda maior do petróleo importado. Só não temos, graças a Deus, centrais nucleares para aquecerem os nossos rios — podemos vir a ter é um cemitério de resíduos atómicos junto à fronteira, mas isso é outra conversa estival!
Prioridade deve ser — como temos insistido—apostar vigorosamente na eficiência energética, a começar pelos edifícios. Reduzir os gases de efeito de estufa nos transportes, impondo medidas corajosas a favor dos transportes públicos e limitando a circulação automóvel nas cidades.
Mas também é preciso adaptar as cidades ao aquecimento que já aí está. Continua-se alegremente a construir edifícios envidraçados, que causam «ilhas de calor» em volta e desconforto térmico no seu interior. Aumentam as superfícies asfaltadas. Os espaços verdes são insuficientes e mal geridos, pois são regados com água potável, têm sistemas de rega ineficientes e excesso de relvados dispendiosos em vez de plantas adaptadas ao clima (eu já nem falo em flores, agora banidas pela arquitectura dominante). Os rios e ribeiros, entubados ou transformados em esgotos, não podem cumprir a sua missão de suavização do clima.
E a instalação de colectores solares nos edifícios? E o regulamento de eficiência energética das construções e de qualidade do ar interior, é para cumprir...e fiscalizar?
O debate político, nomeadamente urbano, bem podia centrar-se nestes temas. Mas o protocolo do Estado é mais importante, bem como as polémicas municipais estéreis.
Tanto pior para todos!

Publicado no JN a 08.08.2006)

29.7.06

A CRISE DO LITORAL

Voltamos sempre ás praias, a esse horizonte de mar que nos atrai e encanta. Cada ano, no Verão, se repete o êxodo para as estâncias marítimas e nem os avisos sobre a crueza inusitada dos raios ultravioletas nem mesmo, por vezes, a evidente contaminação das águas e da areia nos demovem. O litoral é ponto de encontro, o turismo de sol e praia continua sendo o prato forte da oferta portuguesa, enfim, dir-se-ia que nada se coloca entre o nosso objecto de desejo e a realidade física e ecológica que o litoral é.
Só que...o litoral , a extensa costa marítima portuguesa, tão variada na sua morfologia e nas suas potencialidades, encontra-se num mau momento. A crise anunciada torna-se preocupante: erosão costeira, praias que encolhem face ao avanço do mar, areias que se somem por efeito das vagas, falésias que fraquejam e dão de si. Este panorama pode observar-se um pouco por todo a costa. Mercê de fenómenos naturais agravados pelos erros humanos.
Se a subida do nível dos mares é coisa mensurável, concreta, tendo como principal causa o aquecimento da temperatura global, as tais alterações climáticas que a nossa poluição atmosférica está já a produzir, a capacidade de resistência do litoral está enfraquecida e responde mal ao avançar das vagas. Porque as areias já não chegam ao litoral trazidas pelos rios ao longo do seu curso, travadas pelas barragens; porque a construção de edifícios, estradas, barracos e o simples pisoteio, destruíram os cordões dunares e a vegetação que os fixava; porque as barreiras artificiais contra a invasão das ondas apenas conseguem agravar, muitas vezes, o problema, empurrando-o para mais adiante; enfim, porque a cobiça, o desmazelo e a falta de civismo e de saber conduziram a este recuo do território, e ninguém pode prever onde acabará. Com oitenta por cento da população aglomerada perto do litoral, o país bem devia reflectir sobre as causas das coisas e o que fazer para evitar o pior. A despeito de leis e planos, sempre úteis mas insuficientes por falta de coragem política, a verdade é que se continua a cometer os mesmos erros. Tomemos o litoral da Área Metropolitana do Porto—desafio o leitor a percorrê-lo, numa destas manhãs estivais para ser mais agradável o passeio, e a ver, com os seus olhos, os crimes mais recentes. Verá urbanizações junto ao mar e até em cima do que eram dunas, piscinas municipais (!) e hotéis também em dunas, com o mar a cavar erosão no nível mais abaixo, ameaçando a prazo pessoas e bens. Verá, infelizmente, estradas sem estética nem sentido quase a roçar as praias e placas anunciando mais urbanizações nas poucas zonas onde o litoral não estava ainda betonado. A inconsciência não tem limites?
Finalmente, « operações de requalificação» anunciam-se ou mostram-se—pior a emenda que o soneto, estradões de asfalto paralelos á costa, mais construções, o que resta de dunas confinadas a faixas exíguas, entre vias rodoviárias, parques de estacionamento...e o mar que todos os anos reclama mais espaço.
Este desastre merece um plano de emergência efectivo, com medidas corajosas e esclarecidas, antes que o pior aconteça— mesmo que doa aos interesses de rapina instalados. Mas quem avança com tal empreitada? De tanto se querer rentabilizar o espaço junto ao mar, já pouco resta de atractivo e de paisagísticamente saudável. Mas a costa corroída, todos os anos um pouco mais, é aviso que não pode ser ignorado. Muito do que se construiu será posto em causa, não já—desgraçadamente—por auditorias e inquéritos—mas pela primacial força das ondas, face ás quais não há defesas infalíveis e permanentes.

(Publicado no JN em 25.07.2006)

SENTIDO FIGURADO

Estamos mais descansados—foi em «sentido figurado» que o presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional dos Municípios pediu a populares que « corressem à pedrada» os inspectores do Ministério do Ambiente. Assim justificado, --mesmo que nas suas bizarras declarações tivesse dito estar « a medir bem as palavras»,-- o autarca pode continuar a ser o máximo representante do poder local português. A menos que se concretize a possibilidade de ser processado por apelo à violência e à obstrução da lei, como pedem alguns legalistas ingénuos que não conhecem o «país real». Seria justo, mas como condenar o que foram apenas exercícios linguísticos para população ouvir?
Certo é que a grosseria e a alarvidade (mesmo em sentido figurado, é claro)estão longe de ser as melhores armas para meter ombros à cruzada anti-ambiente que se desenha no panorama nacional. Outros discursos, mais polidos e menos caceteiros, vão em sentido idêntico—e talvez se mostrem mais eficazes.
Não afirmou o presidente da Agência Portuguesa de Investimentos que o ambiente e o ordenamento do território estavam a travar o « desenvolvimento económico»? Que dizem os industriais que pedem mais direitos de poluição, senão que ( em sentido figurado) ´e preciso correr à pedrada as políticas ambientais e até os compromissos internacionais do país? Seria exaustivo listar as afirmações que vão no mesmo caminho—mesmo se nos reportarmos aos últimos meses. Um promotor turístico que pretende construir em área protegida apelidou há tempos a Comissão Europeia de « fundamentalista!» e é raro o dia sem notícia de pronunciamentos contra regras, leis e planos que « impedem o progresso.»
O mais curioso é que tudo isto é ouvido sem um claro sobressalto de indignação. Anestesiada ou simplesmente desatenta, a opinião pública pouco reage—em tempo de crise, é mais fácil fazer passar a demagogia. Mas seria bom não menosprezar estas vozes que querem lucros sem normas e negócios sem lei. Autarcas que tentam disfarçar o crime de destruição sistemática e desapiedada do território, da paisagem, do património histórico e natural—que vão levando a cabo sem remorsos e quase sem limites. De resto, esse Portugal feio, sujo e desordenado há-de ser, isso sim, um travão ao desenvolvimento. Que turismo podemos sustentar no nosso país de betão espalhado a esmo, de rotundas e de rios poluídos? Que futuro pode ter uma nação que não respeita a sua paisagem, o seu litoral, que não protege os seus poucos solos férteis, que estende construção especulativa em mancha de óleo, enquanto os centros históricos das cidades caem de velhos e de abandonados? Como esperar progresso quando a economia não produz mas polui mais e gasta mais energia que os mais desenvolvidos?
Basta a pura verdade, o rigor dos factos para desmentir a ideia de que o problema está na defesa do ambiente. O que se passa é o contrário. Mesmo se alguns cavalheiros planeiam, para seu benefício exclusivo, fazer de Portugal um caixote de lixo, uma reserva integral de agentes económicos sem mérito e de políticos sem brio nem escrúpulos. A reforma do poder local não pode esperar mais, sob pena de descrédito. Convém dizê-lo—preocupantes são as conexões entre política e construção civil, entre urbanismo disfuncional e interesses pouco claros. As «pedradas» e outras ameaças, essas quase dão vontade de rir. E não nos devem surpreender—o caciquismo sempre foi um caso que os poderes públicos nacionais preferiram ignorar, sem que nada se fizesse para libertar a necessária autonomia local das suas formas perversas e autoritárias—sempre em sentido figurado.

(Publicado no JN em 04.07.2006)

6.7.06

Gestão do litoral e recital de música indiana

Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir. / 4000-446 Porto (perto de Gonçalo Cristóvão)
www.campoaberto.pt
http://www.campo-aberto.blogspot.com/

Convidamo-lo a participar e a divulgar as seguintes actividades
- conversa na sede sobre "a gestão do litoral" - quarta-feira dia 12
- Recital de música indiana - sexta-feira dia 14

CONVERSAS NA SEDE
Venha debater com o Dr. Jaime Prata (ver nota biográfica em baixo)
Gestão do Litoral
Dia 12, quarta-feira, 21h30, na sede


A actual gestão do litoral é efectuada num cenário economicista que tem conduzido a um acumular de erros que se vão pagar muito caro num futuro próximo. A elevada promiscuidade entre orgãos de tutela e a dispersão das responsabilidades da gestão do litoral por várias entidades e serviços conduziu à situação caótica a que se assiste ao longo dos nossos 947 km de costa. A gestão deste espaço magnífico e rico não pode continuar a ser gerido por entusiasmos passageiros de autarcas cujos horizontes não ultrapassam a bitola dos quatro - quando muito dos oito - anos dos mandatos respectivos.

A gestão do litoral tem sido levada a cabo à mercê de certas modas administrativas que sempre imprimiram uma lógica corporativa a este espaço de encontro entre a terra e o mar. Nos anos 50 e 60 a lógica da defesa e das plataformas de tráfego maritimo, que até aí imperava, foi substituda pela lógica da produção e instalaram-se indústrias pesadas no litoral e nos estuários sem se ter em conta a salvaguarda de outros valores. Mais recentemente, a construção civil e o turismo aparecem como as actividades salvadoras da nossa economia e tomam conta destes espaços.

Aquilo que nunca existiu foi uma visão global, integradora e de gestão fundamentada em padrões de sustentabilidade do nosso litoral...

É urgente adoptar uma nova política de gestão que estabeleça um corte radical com o passado e tenha em conta que a subida do nível médio das águas do mar é já uma certeza e que ponha em prática adequadas medidas de gestão e de ordenamento da faixa litoral.

Nota biográfica sobre o Dr. Jaime Prata

Licenciado em Ciências do Meio Aquático pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, tem desenvolvido a sua actividade profissional em várias vertentes nas quais se incluem a aquacultura, a Biologia e Ecologia marinhas e a Geomorfologia costeira.
Obteve no ano 2000 o grau de Mestre em Engenharia do Ambiente pela Faculdade de Engenharia do Porto com a tese intitulada "Concepção, Construção, Implantação e Monitorização de um Sistema Piloto de Recifes Artificiais". Encontra-se neste momento a desenvolver trabalho no sentido da obtenção do grau de Doutor pela Faculdade de Engenharia do Porto com um estudo intitulado "Impactos, colonização e sucessão da fauna e flora marinhas numa estrutura de defesa costeira".
Ligado desde o início à Estação Litoral da Aguda, é coordenador do Departamento Educativo desta instituição.
É dirigente da associação Campo Aberto.

RECITAL DE MÚSICA INDIANA
com Franclklin Pereira
Dia 14, sexta-feira, 21h, na sede


Franklin Pereira começou a aprender sitar/música clássica da Índia nas cidades de Poona e Benares em 1981. Jonatham Saldanha iniciou-se na tabla em 2001, tendo tido aulas com um professor indiano. Ambos têm realizado muitos recitais em Portugal. A peça desta noite é o raga Myan ki Malhar, criado na corte Mogol do séc. XVI-XVII.

A projecção de imagens que antecede o recital é uma escolha de Franklin Pereira e Ana Caldas, de viagens à Índia realizadas entre 1980 e 2004.

29.6.06

Debate: CIDADANIA, MOVIMENTO ASSOCIATIVO E DEMOCRACIA PARTICIPADA E TRANSPARENTE

É já na sexta 30 de Junho o último debate do ciclo REFLECTIR O PORTO E A
REGIÃO METROPOLITANA DO PORTO
, às 21:30, na Casa de Cultura de Paranhos, ao
Largo do Campo Lindo n.º 7 (entre as ruas do Campo Lindo e da Igreja de
Paranhos).

Este último debate CIDADANIA, MOVIMENTO ASSOCIATIVO E DEMOCRACIA PARTICIPADA E TRANSPARENTE, é promovido pela Campo Aberto para assinalar o seu quinto aniversário e a edição do livro com o mesmo título.

Convidados três movimentos de intervenção cívica em zonas urbanas, com atenção especial aos valores naturais, patrimoniais, ambientais e cívicos da sua zona:
ASPA- de Braga (Miguel Bandeira)
Pró-Urbe- de Coimbra (Marisa Matias) e
Xiradania-Movimento de Cidadãos de Vila Franca de Xira (Carlos Vilar Patrão)

É uma oportunidade rara de confrontar experiências entre perspectivas de diferentes lugares do país nesta matéria e, quem sabe, de esboçar uma cooperação que possa reforçar a intervenção de cada movimento a nível geral e local.

Campo Aberto - associação de defesa do ambiente
Apartado 5052
4018-001 Porto
telefax 22 975 9592
contacto@campoaberto.pt
www.campoaberto.pt

27.6.06

País estúpido

País estúpido ou de tradições estúpidas

No dia 25 de Junho abri o jornal e lá estava ela, a notícia inevitável neste país estúpido, “Balões de S.João causam vários fogos”

20 incêndios em Gaia, 7 na Maia, 3 em Gondomar, todos provocados por balões de S.João. Fora os que ainda não estavam contabilizados e aqueles que não puderam ser relacionados com estes nefastos veículos incendiários.

Embora a lei proíba o uso de balões de chama incandescente, era vê-los “sorridentes” a enxamear os céus de fogo assassino na noite de 24 para 25 de Junho.

Mais uma vez vem à superfície as práticas terceiro mundistas em que as leis são letra morta para os cidadãos e o seu incumprimento é ignorado pelas autoridades.

Depois da catástrofe que foi o Verão passado, pontuado por tantas tragédias humanas, sociais e económicas por causa dos incêndios, é com muita preocupação que se assiste a uma estupidez deste calibre e mais uma vez a um criminoso ignorar da lei.

O mais triste disto tudo é verificar que as autoridades nada fazem para que a lei seja cumprida, começando por apreender os balões nos locais de venda, pois não faz nenhum sentido que um produto proibido continue a ser vendido às claras em qualquer esquina.

Com que moral se vai depois fazer justiça e condenar um incendiário que em Julho, Agosto ou Setembro ateia deliberadamente um incêndio se na noite de 24 de Julho tantos cidadãos, que provavelmente se julgam e dizem responsáveis, fazem o mesmo.

Quem na noite de S.João riscou um fósforo para acender um balão é tão criminoso e deve ter a consciência tão pesada quanto aquele que risca outro fósforo e propositadamente incendeia a floresta.

Acabe-se de vez com as tradições estúpidas!

Jaime Prata


14.6.06

ROM -Reserva Ornitológica do Mindelo

Hoje - "Conversas na sede" - Reserva Ornitológica do Mindelo: chegou a hora!
com o Eng. Pedro Macedo
«A Reserva Ornitológica de Mindelo (ROM) foi, em 1957, a primeira área protegida instituída em Portugal. Com uma área de 600 ha, de Mindelo ao Rio Ave, a Reserva foi local de estudos científicos durante muitos anos, essencialmente de aves. Nas dunas, matas, campos agrícolas e zonas húmidas foram recenseadas 153 espécies de aves.
Actualmente é um espaço único em Vila do Conde e em toda a Área Metropolitana do Porto: onde mais se encontra esta extensão de área natural junto ao mar
Continuar a ler

no Site da


Visita ao Jardim Condessa de Lobão



Sábado, 1 de Julho, às 10h00
Organização
Campo Aberto
Participação limitada
Inscrições pelo endereço jardins@campoaberto.pt

Adenda às 21h00 de 15/VI/06: as inscrições já estão encerradas!

O Centro Condessa de Lobão, situado no gaveto da avenida da Boavista com a rua dos Belos Ares, é um organismo do Instituto de Segurança Social dedicado ao apoio e formação de deficientes. A casa, o jardim e estruturas adjacentes (coreto, moinhos de vento e estufa) datam do primeiro quartel do século XX e são moldadas por uma arquitectura de feição arte nova. Árvores de grande porte (plátanos, faias, cedros, carvalhos) sombreiam o lago e o coreto, mobilado com mesa e cadeiras de ferro forjado; nos canteiros que bordejam os caminhos distribuem-se magnólias, hibiscos, camélias, jacarandás, palmeiras e uma profusão de plantas ornamentais; igualmente de assinalar são o roseiral e o pomar. Todo o conjunto se encontra classificado pelo IPPAR como imóvel de interesse público desde 1982.


12.6.06

Conversas na sede: Reserva Ornitológica do Mindelo: chegou a hora! (já na quarta-feira!)

Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir. / 4000-446 Porto

"Conversas na sede" - Reserva Ornitológica do Mindelo: chegou a hora!
com Eng. Pedro Macedo (ver nota biográfica no final)


14 de Junho, pelas 21:30

No âmbito do ciclo de actividades que a Campo Aberto vem promovendo para dinamizar a sua recente sede, convidámos o Eng. Pedro Macedo para nos falar da luta pela protecção e valorização da Reserva Ornitológica do Mindelo (ROM) , um amplo espaço natural sobre o qual pendem sérias ameaças.

A conversa, que se pretende informal, terá o apoio de meios multimédia para melhor descrever o espaço, seus valores e problemas. A Associação dos Amigos do Mindelo (AAMDA) e o Movimento ProMindelo têm vindo, de forma continuada e persistente, a desenvolver um grande número de actividades com vista à protecção da ROM. Entre limpezas de praia, criação de um ecoclube, abaixo-assinados, denúncias às autoridades, conferências e, mais recentemente, dinamização do bar "Maratona", a AAMDA tem feito literalmente um pouco de tudo.

Convidamo-lo, por isso, a conhecer o trabalho feito e as perspectivas que existem para deixar a salvo esta parcela do nosso litoral que, por incrível que pareça, se tem mantido parcialmente a salvo da gula imobiliária.

Teremos chá e café para tornar o serão mais agradável.

Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dir. / 4000-446 Porto
Endereço postal: Apartado 5052 / 4018-001 Porto
Telefax: 22 975 9592
contacto@campoaberto.pt
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campo-aberto.blogspot.com

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Pedro Macedo, pamacedo@esb.ucp.pt

Licenciatura em Engenharia Química, pós-graduação em Ordenamento do Território e Sustentabilidade. De 1996 a 2001 na Caderno Verde – Comunicação, SA, com as funções de Director do Departamento de Comunicação e Educação Ambiental. A partir de 2002 dedica-se ao desenvolvimento de projectos na área do ambiente e à prestação de serviços de consultoria. Coordenador em 2002/2004 do Centro de Formação Ambiental da Quinta da Gruta. Em 2004 integrou a equipa técnica do projecto “Agendas 21 do Eixo Atlântico”, que incluiu a realização de diagnósticos e processos participativos em 18 municípios da Região Norte e Galiza.

Desde Fevereiro de 2005, membro do Grupo de Estudos Ambientais da Escola Superior de Biotecnologia / Universidade Católica Portuguesa, com as funções de coordenador do Futuro Sustentável – Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto.
Ambientalista activo, presidente da Associação dos Amigos do Mindelo para a Defesa do Ambiente desde 2002, coordenando programas de ecoturismo, educação ambiental, estudos de ordenamento do território, vigilância de qualidade ambiental e dinamização social, incluindo a Agenda 21 de Mindelo. Promotor Nacional da Rede Internacional de Ecoclubes e membro da Rede da Fundação AVINA.

7.6.06

Debate esta sexta-feira

AMBIENTE E VALORES NATURAIS - DESTRUIR OU PRESERVAR?

(Agradece-se a divulgação)

No contexto do ciclo REFLECTIR O PORTO e a região metropolitana do Porto,
realiza-se na sexta 9 de Junho às 21:30 horas, na Casa da Cultura de
Paranhos (Largo do Campo Lindo, n.º 7, perto da PSP; o largo encontra-se ao
fundo da rua de Campo Lindo, a que se acede, vindo da rua da Constituição,
pela rua Antero de Quental; acesso igualmente, em sentido inverso, pela rua
da Igreja de Paranhos).

As intervenções iniciais estão a cargo da Prof. Dra Helena Freitas, do
departamento de botânica da Universidade de Coimbra, que foi Presidente da
Liga para a Protecção da Natureza e inaugurou o cargo de Provedor do
Ambiente do Município de Coimbra em que se manteve até às recentes eleições
autárquicas (seria a criação de cargo idêntico um exemplo a seguir no Porto?
poderemos perguntar-lhe), o Prof. Dr. Paulo Talhadas dos Santos, da
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Vice-Presidente do FAPAS, e
o Eng. Rui Sá, Vereador da CMP e ex-Vereador do Ambiente no Porto.

O tema intitula-se AMBIENTE E VALORES NATURAIS - DESTRUIR OU PRESERVAR? e
incidirá sobre os aspectos da vertente mais ambiental (em contraponto ao
primeiro debate, que versou a vertente mais urbanística - embora esta
divisão não possa ser rígida).

Recorde-se que este ciclo de debates, bem como o livro com o mesmo título,
assinala o quinto aniversário da criação da Campo Aberto - Associação de
Defesa do Ambiente (29 de Dezembro de 2005).

4.6.06

O DOURO AMEAÇADO

Não suscitou grandes parangonas, nem, que se saiba, ocupou a agenda política visível. Pode ser que outras coisas, incontornáveis na sua gravidade, tenham ocupado todo o cenário mediático. Mas talvez valha a pena assinalar: há quem queira construir uma central nuclear no Douro.
Os promotores de tal iniciativa têm pressa. Fizeram saber que estão à procura de localização e que a região do Douro podia ser a feliz contemplada, já que reúne todas as condições, a saber: «a proximidade de um grande rio, a possibilidade de ligação à rede eléctrica e a proximidade de Espanha para exportação de electricidade». Isto dito assim, com o tom sereno de quem não quer a coisa, parece pretensão banal. O que é extraordinário é que uma tal proposta não tenha merecido reacção vigorosa e rápida, pelo menos dos responsáveis locais de toda a bacia do Douro!
Claro, reagiram e bem os autarcas « namorados» pelos testas-de-ferro nuclearistas. O presidente da Câmara de Mogadouro –consta que a ideia passava por esse município—foi claro e conciso na sua recusa do presente envenenado. Seguiu-se a Associação de Municípios do Douro Superior, igualmente eloquente no «não» com todas as letras. Um movimento de contestação ao futuro radiactivo começou mesmo a esboçar-se naquelas paragens transmontanas, com ampla adesão que ultrapassou as fronteiras partidárias e concelhias.
Mas, que é da palavra firme, da inquietação justificada das autarquias também banhadas pelo Douro, nomeadamente as da Área Metropolitana do Porto? Extraordinário silêncio. A verdade é que a nuclearização do grande rio, nos eventuais efeitos negativos, não se ficaria pelos contrafortes lá longe—afectaria toda a bacia hidrográfica, ameaçaria todos os que perto dela vivem e aniquilaria quaisquer intuitos de promoção turística, por exemplo. O vinho do Porto ganharia mais fama, certamente, mas não pelos melhores motivos!
Como pode um facto tão decisivo passar ao largo, despercebido, quando a construção, nunca concretizada, de uma central nuclear espanhola em Sayago e, mais tarde, a ameaça de localização de um depósito de lixo radiactivo também espanhol, bem perto da fronteira, suscitaram à altura fortes pronunciamentos políticos?
A explicação para este silêncio pode residir nisto: não se leva a sério a intenção, e/ou a possibilidade de a levar à prática. A empresa que nos quer atomizar foi acusada pelo primeiro-ministro de lhe querer vender « gato por lebre» noutro negócio—e ele lá sabe. Este nível de credibilidade, de facto, não ajuda muito os putativos vendedores de energia atómica lusa. Seria, em todo o caso, perigoso subestimar a proposta e a força do seu poder financeiro, mesmo que à falta de argumentos válidos.
Sobretudo face a uma poderosa ofensiva de desinformação sobre o nuclear—energia que conquistou, na opinião publicada, surpreendentes adesões e prudentes silêncios. O amor pela cisão do átomo embala hoje os sonhos de alguns, animados porventura pelos empenhados argumentos do senhor Ahmadinejad, famoso entusiasta da causa.
Certo é que o nuclear não faz parte da solução para as carências e erros da nossa política energética, ou falta dela. Faz parte do problema. Pelos custos exorbitantes, da construção à segurança e ao desmantelamento final, terminado o ciclo de vida da unidade termonuclear. Pela segurança que ninguém pode assegurar. Pelo dilema insolúvel dos resíduos radiactivos, sinistro legado às gerações futuras.
A aparente despreocupação dos autarcas do Porto e do Norte—tão loquazes noutros contextos — merece estranheza e desapontamento.
O Douro vale bem um assomo de coragem e de liderança!

Publicado no JN a 30.05.2006

29.5.06

Visita à Serra de Santa Justa e Pias - sábado dia 10 de Junho

Agradece-se divulgação junto dos seus familiares e amigos.

Sábado dia 10 de Junho a Campo Aberto organiza nova visita, desta vez
à Serra de Santa Justa e Pias - Valongo, classificada como zona Natura
2000.


A visita vai iniciar-se no centro de Interpretação Ambiental da Serra
de St. Justa, onde será efectuada uma pequena apresentação.
Seguir-se-à uma visita a um fojo romano (mina de ouro) denominado Mina
do Campo de Trabalho. Quem quiser visitar o interior terá de levar
galochas. Esta visita dura cerca de 10 minutos (o grupo será dividido
em grupos mais pequenos).
De seguida far-se-à um percurso pela serra ao longo do rio Ferreira,
sendo salientados aspectos ambientais e patrimoniais, e com passagem
pela aldeia de Couce (caminhada de cerca de 4km e grau de dificuldade
baixo/ médio). O almoço será num local junto ao rio. O percurso será
guiado por dois técnicos, um da área da biologia e outro da geologia.





As inscrições são obrigatórias e limitadas! Número máximo de participantes: 25.

Solicita-se aos participantes maiores de 12 anos uma contribuição de
4€ para sócios e 6 € para não sócios para apoio às despesas de
organização.


Leve calçado confortável (preferencialmente botas de montanha e, caso
deseje visitar o fojo romano, leve igualmente um par de galochas - não
é necessário utilizá-las durante todo o passeio!) e almoço
(piquenique).

Não se esqueça do protector solar!

O transporte será feito por automóvel individual segundo um esquema de
boleias partilhadas. Os custos serão divididos pelos ocupantes de cada
automóvel.

No acto da inscrição (ver contacto em baixo) indique o seu nome, tel.,
correio electrónico e se precisa ou pode disponibilizar boleia (e,
neste caso, para quantas pessoas).


Ponto de encontro:
Porto, às 8h00: na Praça Francisco Sá Carneiro (junto à entrada norte
do café Velasquez).

Hora prevista de chegada ao Porto: 16h30.


Contacto:
Cristiane Carvalho
cristianepc@gmail.com


Organização:
Campo Aberto
Grupo de Ar Livre e Passeios
Apartado 5052
4018-001 Porto

28.5.06

Nos jornais-«Lino Ferreira sem 'medo dos papões do urbanismo'»

DEBATES À SEXTA por Helena Teixeira da Silva, no JN
Lino Ferreira "O Plano Director Municipal estava cheio de defeitos"

«"Não tenho medo de nenhum papão, nem dos poderosíssimos que, com dinheiro ou sem ele, tentam dar a volta aos vereadores do urbanismo e aos autarcas", avisou, ontem à noite, Lino Ferreira, responsável pelas pastas do Urbanismo e Mobilidade na Câmara do Porto.

O vereador protagonizou, na Casa da Cultura de Paranhos, o debate organizado pela associação de defesa do ambiente "Campo Aberto", sobre a questão "Que urbanismo para os próximos dez anos?".
Júlia Lourenço, investigadora em planeamento urbanístico na Universidade do Minho, e Jacinto Rodrigues (em pé na foto), professor da Faculdade de Arquitectura do Porto, completaram o leque de oradores.

Avesso "a dogmas da cidade alta ou baixa", Lino Ferreira explicou a aposta no licenciamento em detrimento do planeamento. "O planeamento da Câmara está parado porque o maior problema é o enorme passivo de licenciamentos. Quando cheguei, há seis meses, encontrei seis mil processos atrasados", afirmou, o que levou a alterar a macro-estrutura no sector do urbanismo. "80% dos projectos do gabinete de arquitectura não tinham qualquer utilização e eram oferecidos a algumas entidades".
Apesar da prioridade ser acelerar os licenciamentos, "grande parte das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão serão lançadas ainda este ano", assegurou. Ao mesmo tempo, será também "publicado o concurso de ideias para ocupação do espaço público na marginal do Porto, do rio até ao mar".
Lino Ferreira reconhece que "os próximos anos não serão fáceis", mas insistiu que "se tivesse medo, não teria aceite o desafio". Nem as revelações do livro de Paulo Morais, seu antecessor, a ser lançado no dia 30 deste mês, o assustam. "Nada do que poderá vir lá escrito irá alterar a condução do urbanismo nos próximos anos", vincou. "Já não haverá muito a construir; mas a refazer para criar um ambiente no qual se possa viver. E há muita coisa para legislar. 90% do meu tempo é passado com juristas".
Nas alterações que se sentiu obrigado a impor encontra-se o Plano Director Municipal que, diz, "estava cheio de defeitos". "Não estava feito com base naquilo que pretendemos, não em termos urbanísticos, mas sociais. Por um lado, foi feito sem questionar a mobilidade. Por outro, as estruturas sociais na malha urbana também não foram questionadas. Não me refiro só aos bairros criados fora da urbe há poucos anos. Coloco também em causa aquilo que para nós significa zona de habitação sem o uso estrito do termo".
Questionado sobre "os negócios da Empresa do Metro em Contumil", o vereador desvalorizou "eventuais trocas de terrenos" e garantiu estar mais preocupado com "a requalificação urbana que a metro deveria ter feito e não fez". E se a questão é discutir "custos vergonhosos", Lino Ferreira apontou "os custos da metro no Porto, os custos da Porto 2001, da Casa da Música ou da Boavista. Tudo feito com uma impunidade vergonhosa".


Proximos debates
Ambiente e valores naturais - destruir ou preservar?
Helena Freitas, Universidade de Coimbra, Paulo T. dos Santos, Faculdade de Ciências do Porto, e Rui Sá, ex-vereador do Ambiente- 9 de Junho.

Cidadania, movimento associativo, democracia participada,transparente

Carlos Patrão,engenheiro informático, Marisa Matias, Universidade de Coimbra, e Miguel Bandeira,Universidade do Minho -30 de Junho. »

27.5.06

REGRESSO AO MAR

Ficou-se a saber que o mar, os seus mistérios e as suas riquezas, voltou a interessar os poderes públicos. Pelo menos é isso que indica, a criação de um Instituto para o Desenvolvimento do Conhecimento e da Economia do Mar, formado por acordo entre a Universidade do Porto e a Comissão De Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCRD-N). Mesmo sabendo que o anúncio de uma nova instituição pode querer dizer muito...ou nada, a verdade é que se encara como positiva a lembrança, mais a mais alicerçada em ideias bem concretas, que foram elencadas: assumir o mar como objectivo estratégico—inclusive para parcerias com a vizinha Galiza—e articular os conhecimentos existentes no mundo académico com as empresas de base tecnológica dedicadas ao aproveitamento racional das riquezas marinhas. De assinalar também a dimensão ambiental do projecto, que quer dedicar atenção a questões como os riscos naturais, a poluição marinha e dos estuários e a erosão costeira.
Sempre se estranhou, a indiferença com que são votadas as coisas do Oceano, neste país, com a História e a Geografia que se sabe, apesar do fogacho da Expo. Esta extraordinária desatenção é ainda mais bizarra quando se constata ,o tremendo apelo do litoral—onde hoje se concentra tudo, as populações e o poder, os investimentos e os problemas, a ponto de um tal desequilibro territorial deixar despovoado e deprimido o interior do território.
Do mar, retiram-se recursos sem olhar o futuro. A pesca continua, ainda, a ser uma indústria extractiva, aliás em severa crise, pouco sofisticada nos métodos e primitiva ao ignorar que lida com uma ecologia muito particular, com recursos vivos...e esgotáveis.
Ao mar lança-se tudo o não queremos a toldar as vistas em terra: resíduos de toda a ordem, efluentes contaminados que os famosos « exutores submarinos» conduzem até ao largo para nosso grande sossego de consciência.
As ondas e a maresia são apelo para o turismo, mas essa indústria tem-se revelado fatal para a as praias e para a orla costeira, com vagas de construções e de urbanizações que disputam cada palmo de dunas, cada passo de falésias, e destroem a paisagem e o frágil equilíbrio dessa faixa indecisa entre terra e marés. A erosão costeira soma e segue—destruídas as dunas e as matas litorais, cimentado com aberrações urbanísticas o espaço quase até onde vai a maré cheia, não se podia esperar melhor resultado—até porque se junta a isso os « remedeios» de pedra e betão, com os quais se espera travar o avanço das vagas sobre os areais, mas que apenas terão como efeito levar a erosão até outras paragens. Este problema é particularmente grave no litoral entre a Foz do Douro e a Nazaré.
Entretanto, a ignorância sobre o mar, sobre o litoral, é dominante-- não se conhece a biodiversidade marinha, nem se divulga a importância fulcral dos estuários e zonas costeiras para a manutenção da vida oceânica.
Claro que este desinteresse funesto não implica um certo número de investigadores, e cientistas—cujo trabalho e dedicação tem sido também ignorado. E é pena. Seria bem preciso que uma abordagem racional e científica mostrasse, aos responsáveis políticos e económicos, como é importante não continuar a cometer os erros, os crimes que por aí se vêem. Para tão grande tarefa não basta um Instituto. É contudo um bom sinal. Falta dar visibilidade pública aos problemas, centrar a decisão política no conhecimento científico e não na cedência aos grupos de interesses, denunciar os que atentam contra a integridade dos ecossistemas. E pensar um futuro onde não falte o sopro, tão esquecido, da nossa alma atlântica.

Publicado no JN a 16.05.2006

25.5.06

QUE URBANISMO PARA OS PRÓXIMOS DEZ ANOS?

Sexta -feira 26 de Maio
às 21:30, na Casa da Cultura de Paranhos (largo do Campo Lindo junto à PSP)

Intervenientes iniciais:
Dr. Lino Ferreira,Vereador do Urbanismo da CMP
Prof.ª Dra Júlia Lourenço, Eng. Civil, UM (Planeamento Urbano),
Prof. Dr. A. Jacinto Rodrigues, Faculdade de Arquitectura da UP


1º do Ciclo de três debates sobre urbanismo, ambiente, cidadania e democracia no Porto e região do Porto promovidos pela CAMPO ABERTO

19.5.06

Novo livro: Um Porto de Árvores

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A associação Campo Aberto acaba de editar um novo livro dos autores de À sombra das árvores com história. Trata-se de Um Porto de Árvores, documentário fotográfico sobre os jardins na região do Porto por nós visitados em 2004 e 2005, entre eles o do Palácio do Freixo, Villar d'Allen, Jardim Botânico do Porto, Casa Tait, Fundação Engenheiro António de Almeida, Quinta do Alão, Viveiro Municipal do Porto e jardim dos SMAS. Em 48 páginas de formato 20x24, o livro oferece 54 fotos a cores de muito boa qualidade (incluindo 20 de página inteira), acompanhadas por descrições sumárias dos jardins visitados e das suas árvores.

O preço é de 8 euros para sócios da Campo Aberto, e de 10 euros para o público em geral. Ainda não está à venda nas livrarias, mas pode ser comprado na sede da Campo Aberto (rua de Santa Catarina, 730-2.º, perto do cruzamento com Gonçalo Cristóvão) às segundas-feiras das 14h30 às 17h30 ou às quartas-feiras das 14h30 às 20h00, ou por via postal, com um custo adicional de 50 cêntimos para despesas de envio (encomendas pelo endereço paraujo(at)fc.up.pt).

Quando o exemplo não vem de cima

A reabilitação da cidade cabe a todos!

Começa a tornar-se demasiado comum ouvirmos dos nossos dirigentes políticos um discurso eticamente irrepreensível mas que teima em ver a sua aplicação muito condicionada: o sector público parece autoexcluir-se dos valores que tanto apregoa.

Após um conturbado e moroso processo de elaboração, o Governo aprovou em Maio de 2004 legislação que veio regulamentar a constituição das “sociedades de reabilitação urbana” e incentivar a recuperação de áreas deprimidas das cidades, onde abundam fogos devolutos e sem condições de habitabilidade. Conhecendo-se a dificuldade da tarefa, o objectivo tem tanto de meritório como de ambicioso. Não me alongarei em procurar demonstrar o quão absurdo é continuar-se a apostar em grandes zonas de expansão urbana: a depredação do solo a que vimos assistindo, a construção de cidades fantasma onde só se dorme, a falta de espírito de lugar e de comunidade, a ausência por vezes dos mais elementares princípios de desenho urbano e, talvez o mais importante, a existência de uma enorme bolsa de edifícios abandonados a necessitar de recuperação urgente são razões mais que suficientes.

A criação da Porto Vivo deve, por isso mesmo, deixar-nos minimamente esperançados, sobretudo se os requisitos da boa governança forem respeitados – como eu acredito que serão. Falta ainda restringir fortemente, ao nível regional e de forma articulada entre os municípios, as zonas de expansão urbana. Este poderá ser um dos grandes contributos do anunciado Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte. Enquanto este requisito não se verificar, o mercado continuará orientado para a construção de raiz, condicionando à partida e de forma significativa o sucesso dos processos de reabilitação, quanto mais não seja devido à competição fortemente distorcida a que se assistiria.

A recuperação dos centros degradados poderá ser uma realidade quando existir uma conjugação de esforços muito bem montada e que agregue em torno daquele objectivo toda a sociedade.

Fiquei por isso estupefacto com duas notícias: que a cidade iria “ganhar” um novo campus judiciário, na Lapa; e que a STCP e Metro do Porto também seriam galardoados com a mesma distinção, mais concretamente com um imponente edifício de oito andares – ainda que, neste último caso, esteja previsto para a Trindade.

De facto, estas notícias são bem reveladoras da desarticulação que existe. Tal como a Universidade do Porto se demitiu parcialmente do seu papel num correcto ordenamento do território – com a sangria que foi a transferência da FEUP e da FCUP –, também agora o Ministério da Justiça e os principais operadores de transportes seguem o mesmo caminho. Custa a acreditar!

Ainda que seja mais dispendioso – eventualmente até mais moroso – adquirir edifícios devolutos, recuperá-los e adaptá-los, não seria essa uma utilização correcta dos recursos existentes, num país onde se gasta tanto e de forma avulsa? Afinal, que razão tão profunda ou inacessível haverá para que os tribunais não possam ser instalados em edifícios da Avenida dos Aliados, por exemplo, área tão bem servida de transportes públicos? A sua transferência para um campus na Quinta de Santo António não só vai ocupar uma área verde importante da cidade como será mais uma machadada para o centro, visto que os serviços instalados na rua do Bolhão, entre outros, serão desactivados.

O que custa a entender é que se renegue quase sempre para o plano do inverosímil o papel directo do Estado na reabilitação urbana, dado incompreensível quando é o próprio Estado que, supostamente, pretende incentivar os privados a fazê-lo. Na prática, o sinal transmitido é ambíguo, comprometendo por isso a possibilidade de se atingirem os objectivos delineados.

Não devemos transigir em aspectos essenciais. A reabilitação do centro do Porto tem de mobilizar tanto o sector privado como o público. O Estado, orientando correctamente os seus investimentos, pode e deve constituir-se como uma poderosa alavanca.

Apelo, por isso, a todas as pessoas com poder de influência e com responsabilidades na gestão da cidade e da região, em especial ao Presidente da Câmara Municipal do Porto e às entidades directamente visadas neste artigo, para que façam bom uso do seu poder e procurem alterar as decisões anunciadas.

Nuno Quental
Eng. do Ambiente

(este artigo saiu no Público de 18 de Maio)

17.5.06

Exibição do filme "A utopia do Padre Himalaia"

CONVERSAS na SEDE
Com o Prof. Jacinto Rodrigues

Esta sexta-feira, dia 19, pelas 21h30, na sede da Campo Aberto (Rua de Santa Catarina, 730 - 2º), será exibido o filme "A utopia do Padre Himalaia", realizado por Jorge António e que será apresentado pelo Prof. JacintoRodrigues, autor do livro "A Conspiração Solar do Padre Himalaia" , que inspirou o filme.

Trata-se de uma obra cinematográfica sobre a vida e obra de uma personalidade extraordinária, o padre Himalaia, falecido em 1933, sacerdote católico, grande viajante, espírito humanista e cientista — autor de uma «máquina solar» que pode ser considerada precursora da actual tecnologia solar energética e que foi apresentada na Exposição de St. Louis (EUA) em 1904, onde recebeu um grande prémio.

Vimos por este meio convidar todos os sócios e amigos da Campo Aberto para este evento, cujo interesse não é de mais salientar - quer pelo filme, quer pela intervenção esclarecedora de Jacinto Rodrigues.

Jacinto Rodrigues é Professor Catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, onde rege actualmente a cadeira de Ecologia Urbana, e investigador do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da mesma Universidade. É autor de diversos livros sobre Urbanismo, Ecologia, História da Arte e Arquitectura.

Foto: Padre Himalaya numa fotografia datada de 1902. (Arquivo Professor Jacinto Rodrigues)
Fonte Instituto Camões - Manuel Himalaya (1868-1933)

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