26.5.05
Nos Jornais: "Campo Aberto pede ao PS que não aprove linha na Boavista"
Publicado no Comércio do Porto
Assina: Patrícia Carvalho
« A carta seguiu na sexta-feira, para todos os deputados do PS na Assembleia da República eleitos pelo círculo do Porto, e pede-lhes que "exerçam a sua influência junto do Governo" para que este não aprove a construção de linha de metro na avenida da Boavista. É mais uma iniciativa dos ambientalistas da Campo Aberto, divulgada no blogue da associação.
É tudo uma questão de cumprir a promessa feita, durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas do passado mês de Fevereiro, defendem. Na altura, lembra Paulo Ventura Araújo (que assina a carta pela associação ambientalista), "juntaram-se as vozes dos socialistas" às daqueles que se manifestavam contra a construçã desta linha.
Pelo que agora, a Campo Aberto, decidiu pedir aos deputados do PS "que honrem a promessa eleitoral" feita. Mesmo que, acrescentam, "muito do mal que essas obras poderiam provocar está já consumado - o abate das árvores, [ou] o arranque dos carris no viaduto sobre o Parque da Cidade". Motivo que não faz a Campo Aberto baixar os braços, considerando que "isso não é razão para aceitarmos o projecto como irreversível". E, para que ninguém possa dizer que se esqueceu das razões de quem considera a linha da Boavista um mau projecto, a carta enviada pela Campo Aberto, enumera-as.
Da "fraca viabilidade económica", ao facto de "não resolver o estrangulamento do troço Trindade-Senhora da Hora", passando pela "prevista construção de um novo viaduto sobre o Parque da Cidade", até "ao abate ou transplante de 483 árvores adultas no corredor central da avenida e no passeio junto ao Parque da Cidade", sem esquecer "os cruzamentos à espanhola", tudo é relembrado na missiva enviada aos socialistas.
Porque, dizem os ambientalistas, o Governo PS nunca mais disse nada sobre o projecto e a avenida, entretanto, vai-se preparando para receber o metro. "Empurradas pelas corridas de automóveis, a realizar em Julho próximo, as obras avançaram a todo o vapor: abateram-se árvores, arrancaram-se carris, pôs-se a avenida da Boavista em estado de sítio", escreve Paulo Ventura Araújo, acrescentando: "Seria um precedente perigoso que a estratégia do facto consumado forçasse a aprovação de um mau projecto, que maltrata a cidade e não serve os interesses da região". A carta seguiu na passada sexta-feira.
A Campo Aberto aguarda resposta. »
.
Assina: Patrícia Carvalho
« A carta seguiu na sexta-feira, para todos os deputados do PS na Assembleia da República eleitos pelo círculo do Porto, e pede-lhes que "exerçam a sua influência junto do Governo" para que este não aprove a construção de linha de metro na avenida da Boavista. É mais uma iniciativa dos ambientalistas da Campo Aberto, divulgada no blogue da associação.
É tudo uma questão de cumprir a promessa feita, durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas do passado mês de Fevereiro, defendem. Na altura, lembra Paulo Ventura Araújo (que assina a carta pela associação ambientalista), "juntaram-se as vozes dos socialistas" às daqueles que se manifestavam contra a construçã desta linha.
Pelo que agora, a Campo Aberto, decidiu pedir aos deputados do PS "que honrem a promessa eleitoral" feita. Mesmo que, acrescentam, "muito do mal que essas obras poderiam provocar está já consumado - o abate das árvores, [ou] o arranque dos carris no viaduto sobre o Parque da Cidade". Motivo que não faz a Campo Aberto baixar os braços, considerando que "isso não é razão para aceitarmos o projecto como irreversível". E, para que ninguém possa dizer que se esqueceu das razões de quem considera a linha da Boavista um mau projecto, a carta enviada pela Campo Aberto, enumera-as.
Da "fraca viabilidade económica", ao facto de "não resolver o estrangulamento do troço Trindade-Senhora da Hora", passando pela "prevista construção de um novo viaduto sobre o Parque da Cidade", até "ao abate ou transplante de 483 árvores adultas no corredor central da avenida e no passeio junto ao Parque da Cidade", sem esquecer "os cruzamentos à espanhola", tudo é relembrado na missiva enviada aos socialistas.
Porque, dizem os ambientalistas, o Governo PS nunca mais disse nada sobre o projecto e a avenida, entretanto, vai-se preparando para receber o metro. "Empurradas pelas corridas de automóveis, a realizar em Julho próximo, as obras avançaram a todo o vapor: abateram-se árvores, arrancaram-se carris, pôs-se a avenida da Boavista em estado de sítio", escreve Paulo Ventura Araújo, acrescentando: "Seria um precedente perigoso que a estratégia do facto consumado forçasse a aprovação de um mau projecto, que maltrata a cidade e não serve os interesses da região". A carta seguiu na passada sexta-feira.
A Campo Aberto aguarda resposta. »
.


Campanha